terça-feira, 25 de abril de 2017

FOGO ETERNO




Condenações impostas por toda a eternidade ao Espírito desorientado em seus erros e maldades - haverá de fato?

Guerras de palavras! Guerras de palavras! Ainda não basta o sangue que tendes feito correr! Será ainda preciso que se reacendam as fogueiras? Discutem sobre palavras: eternidade das penas, eternidade dos castigos. Ignorais então que o que hoje entendeis por eternidade não é o que os povos antigos entendiam e designavam por esse termo? Consulte o teólogo as fontes e lá descobrirá como todos vós, que o texto hebreu não atribui esta significação ao vocábulo que os gregos, os latinos e os modernos traduziram por penas sem-fim, irremissíveis; e sim a um tempo indefinido por não se poder descrever com palavras a sua limitação.

Eternidade dos castigos corresponde à eternidade do mal. Sim, enquanto existir o mal entre os homens os castigos subsistirão. Importa que os textos sagrados se interpretem no sentido relativo. A eternidade das penas é, pois, relativa e não absoluta. Chegue o dia em que todos os homens pelo arrependimento se revistam da túnica da inocência e desde esse dia deixará de haver gemidos e ranger de dentes. Limitada tendes, é certo, a vossa razão humana; porém, tal como a tendes ela é uma dádiva de Deus e, com auxílio dessa razão nenhum homem de boa-fé haverá que de outra forma compreenda a eternidade dos castigos. Pois que! Fora necessário admitir-se por eterno o mal? Somente Deus é eterno e não poderia ter criado o mal eterno; do contrário, forçoso seria subtrair-se o mais magnífico dos seus atributos: o soberano poder; porquanto não é soberanamente poderoso aquele que cria um elemento destruidor de suas obras.

Humanidade! Humanidade! Não mergulhes mais os teus tristes olhares nas profundezas da Terra, procurando aí os castigos. Chora, espera, expia e refugia-te na ideia de um Deus intrinsecamente bom, absolutamente poderoso, essencialmente justo.

Comentários da questão 1009, pelo espírito de Platão, em O Livro dos Espíritos / Allan Kardec
Etimologia[editar | editar código-fonte]
A palavra 'eternidade' vem do latim aeturnus, termo que, por sua vez, é uma derivação de aevum, que significa 'era' ou 'tempo'.[1] [3]

O termo costuma ser entendido em dois sentidos. No sentido comum, significa ‘sempiternidade’ (do latim sempiternus,a,um: 'perpétuo, eterno, imortal'), isto é, duração ou tempo infinito. Já no sentido mais usual entre os filósofos, corresponde a atemporalidade, ou seja, a algo que não pode ser medido pelo tempo, pois o transcende. [2][1]

                            Voz Q Clama
Intensivo Difusão Espiritualidade Evangélica – I D E
Voz do Espírito



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