sábado, 22 de abril de 2017

CONDENAÇÕES ETERNAS, HAVERÁ?





Existirá de fato condenações impostas por toda a eternidade ao Espírito que não foi classificado para a bem-aventuranças celestes?

Questão 1009, de O Livro dos Espíritos / Allan Kardec (respondida pelo espírito de Santo Agostinho)

Os Espíritos esclareceram:

Resp: Não; e interrogai o vosso bom-senso, a vossa razão e, perguntai à vossa consciência se uma condenação perpétua motivada por alguns momentos de erros na existência humana, não seria a negação da bondade de Deus.

Que é, com efeito, a duração da vida material, ainda quando por um tempo de 100 anos, em face da eternidade? Eternidade!!! Compreendeis bem esta palavra? Sofrimentos, torturas sem-fim, sem esperanças por causa de algumas faltas! O vosso juízo não repele semelhante ideia? Que os povos antigos tenham considerado o Senhor do Universo um Deus terrível, cioso e vingativo, concebe-se. Na ignorância em que se achavam, atribuíam à divindade suprema as mesmas paixões dos homens. Essa visão, todavia, não são atributos do Deus - Pai Celestial de todos os seres inteligentes, que classifica como virtudes primordiais o amor ao próximo, a caridade fraternal, a misericórdia cristã, o perdão e esquecimento das ofensas. Poderia o Ser Criador Supremo carecer das qualidades próprias da perfeição máxima, que Ele mesmo, através do seu Cristo enviado à Terra, prescreve como um dever de conduta às suas criaturas? Não haverá contradição em se lhe atribuir a bondade infinita e a vingança também infinita? Dizeis que, acima de tudo, Ele é justo e que o homem não lhe compreende a justiça. Mas, a justiça não exclui a bondade e Ele não seria bom, se condenasse a eternas e horríveis penas a maioria das suas criaturas que se vissem privadas da felicidade celeste. Teria o direito de fazer da justiça uma obrigação para suas criaturas, se lhes não desse meio de compreendê-la? Aliás, no fazer que a duração das penas dependa dos esforços do culpado em se redimir de suas faltas, não está toda a sublimidade da justiça unida à bondade? Assim é que se encontra a verdade desta sentença de Jesus: “a cada um segundo as suas obras” / Mateus 16. 27

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