sábado, 20 de maio de 2017

O CÉU




   Em geral a palavra céu designa o espaço indefinido que circunda o planeta Terra. Vem do latin coelum, formada do grego coilos, côncavo porque o céu parece uma imensa concavidade.


      Os povos antigos acreditavam na existência de muitos céus superpostos de matéria transparente formando esferas concêntricas e tendo a Terra por centro de todos os astros. Girando essas esferas em torno da Terra, arrastavam consigo esses corpos celestes que se achavam em seu circuito. Segundo a opinião popular havia sete céus e Dai a expressão: estar no sétimo céu.


   O astrônomo Ptomomeu – século 2 d.C; aceitava onze céus e denominava ao último: Empíreo, por causa da luz brilhante que nele reina.


  A teologia cristã reconhece três céus: o primeiro é a região do ar e das nuvens; o segundo é o espaço em que giram os astros; e o terceiro para além do infinito é a morada do Altíssimo, a habitação dos que contemplam a face do Senhor. É conforme esta crença que se diz que o apóstolo Paulo foi alçado ao terceiro céu – vide segundo Coríntios 12. 1-4 Bíblia sagrada.


  As diferentes doutrinas antigas relativamente ao paraíso celeste concentravam-se na ideia de considerar a Terra o centro do Universo.


  A Ciência com a lógica das pesquisas levou o seu archote às profundezas do espaço e cientificou: que o planeta Terra não é mais o eixo do Universo; porém um dos menores astros que giram na imensidade cósmica; sendo o próprio Sol o centro de um turbilhão de planetas; as estrelas são outros tantos e inumeráveis Sóis em torno dos quais circulam astros sem conta, separados por distâncias apenas acessíveis ao pensamento.


     E, assim nessas ideias magnificas do infinito cósmico hoje comprovado pela Ciência que a Terra é um astro; mas que não é único, porque existem milhares e milhares de corpos celestes e muitos mais grandiosos que o nosso Sistema Planetário, é racional perguntar-se a si mesmo: por que o Criador faria da Terra o único astro habitável, e nela a sede da vida em toda a Natureza universal?

   argumentos do capítulo: O Céu, cap 3, item 1, 2, 3 do Livro “O Céu e o Inferno, autor Allan Kardec”

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sexta-feira, 19 de maio de 2017

RAZÕES PARA NÃO SE TER MEDO DA MORTE





    A Doutrina dos Espíritos imortais transforma completamente a perspectiva do futuro. A vida porvir deixa de ser uma hipótese para ser realidade concreta.  O estado das Almas depois da morte não é mais um tratado fictício, porém o resultado da observação dos fatos.


   Ergueu-se o véu dos mistérios, e o Mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática; não foram os homens que o descobriram pelo esforço de uma concepção talentosa, são os próprios habitantes desse Mundo metafísico que vêm descrever a sua situação; aí os vemos em todos os graus da escala espiritual, em todas fases da felicidade ou, da infelicidade; descrevendo enfim todas as aventuras da vida além-túmulo.


      Eis aí as razões porque os espiritualistas encaram a morte calmamente e se revestem de serenidade nos seus últimos momentos sobre a Terra. Já não é só esperança, mas a certeza que os conforta; sabem que a vida futura é a continuação da vida terrena que ressurgirá em melhores condições, e aguardam-na com a mesma confiança com que aguardariam o despontar do Sol após a noite da tempestade.


      Para o Espiritismo a alma não é uma abstração, ela tem um corpo etéreo que a define ao pensamento e que estabelece a sua individualidade própria. A lembrança dos entes queridos que partiram para o Além repousa assim sobre alguma coisa de real, não são como chamas fugitivas que nada falam ao pensamento; porém, sob uma forma concreta que nos descortina como seres viventes em outra dimensão de vida.
           E assim, as Almas em vez de se acharem perdidas nas profundezas do nada - o não ser, a inexistência; elas estão plenamente redivivas na imortalidade; e os Mundos material e espiritual identificam-se em perpétuas relações assistindo-se mutuamente como dois planos de vida que se interagem na Natureza.

resumo final da questão: Temor da Morte, cap 2, item 10, do Livro “O Céu e o Inferno, autor Allan Kardec”

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quinta-feira, 18 de maio de 2017

TEMOR DA MORTE




        A crença na imortalidade da alma é intuitiva e muito mais generalizada do que a dúvida do nada. Entretanto, a maior parte dos que creem se mostram possuídos de grande apego às coisas terrenas e ainda temerosos da morte. Por quê?

    Este temor é um efeito da sabedoria da Providência e uma consequência do instinto de conservação comum a todos os viventes. Ele é necessário enquanto não se está suficientemente esclarecido sobre as condições da vida futura, como contrapeso à tendência que, sem esse freio nos levaria a deixar prematuramente a vida e assim negligenciar o trabalho terreno que deve servir ao nosso próprio adiantamento espiritual para o porvir.


     Assim é que, nos povos primitivos o futuro é vaga intuição, mais tarde tornada simples esperança e, finalmente uma certeza apenas atenuada por secreto apego à existência corporal.


      À proporção que o homem compreende melhor a vida futura o temor da morte diminui, uma vez esclarecida a sua missão terrena aguarda-lhe o final desta com paciência resignada e serenamente. A certeza da vida futura descortina outro curso às ideias, e um melhor entendimento das provações; com compreensão da vida futura esforça-se por um porvir melhor sem desprezar o presente, porque se tem consciência que esse futuro feliz depende da boa direção que se dá ao momento atual.

Temor da morte, cap 2, item 1, 2, 3, do Livro “O Céu e o Inferno, autor Allan Kardec”

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O PORVIR E O NADA




       O Espiritismo vem acender uma luz contrária à propagação da incredulidade, pelo raciocino, e pela perspectiva dos perigos que a descrença pode ocasionar ao ser, e também por fatos materiais tornando visíveis e tangíveis a imortalidade da alma e a vida futura.


       O homem quer saber donde veio, e para onde vai a sua consciência. Instintivamente tem o homem a crença no futuro, mas não possuindo até agora nenhuma base certa para definir esse porvir, a sua imaginação fantasia os sistemas que originaram a diversidade de crenças.


     A Doutrina dos Espíritos mostra não uma obra de imaginação; porém, é resultado de observações de fatos materiais que se desdobram hoje à nossa visão por meio da interação entre os dois planos de vida: material e espiritual.

resumo:O porvir e o nada, cap 1, item 4, 13,14 do Livro “O Céu e o Inferno, autor Allan Kardec”

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quarta-feira, 17 de maio de 2017

O NADA




   A crença no nada pós-túmulo, o homem concentra todos os seus desejos negativamente na vida presente. Pois logicamente não explicaria a preocupação de um futuro que não se espera.

       A preocupação exclusiva na vida presente sugestiona o homem a pensar somente em si mesmo de preferência a tudo, é, pois o mais poderoso estímulo ao egoísmo, e a incredulidade é a consequência quando se chega à seguinte conclusão: gozemos enquanto aqui estamos; gozemos o mais possível, pois que conosco tudo se acaba com a morte, gozemos depressa, porque não sabemos quanto tempo existiremos.

       Ainda uma consequência da incredulidade é esta outra conclusão, alias mais grave para sociedade: gozemos apesar de tudo; gozemos de qualquer modo cada qual por si; a felicidade neste mundo onde tudo acaba com a morte é, pois, do mais esperto.

       E se o respeito humano domina a alguns seres estabelecendo os cuidados de se preparar para a vida futura que é trabalho constante realizado na existência presente. Que freio haverá para os que se dizem destemidos porque a existência é somente um breve momento passageiro que, um dia, terá o vazio total?

   Se há uma doutrina insensata e ameaçadora para a razão é, seguramente, o niilismo (que professa que tudo acaba com a morte), pois rompe os verdadeiros laços de esperança, que se fundem no crescimento espiritual da consciência para o infinito imortal.

texto: o porvir e o nada, cap 1, item 2 do Livro “O Céu e o Inferno, autor Allan Kardec”

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terça-feira, 16 de maio de 2017

SER OU NÃO SER




      Vivemos, pensamos e realizamos – eis o que é real. E que um dia morreremos também é certo. Mas, deixando a Terra pela morte, para onde vamos, onde aportará a nossa consciência? Que seremos após a morte? Estaremos melhor ou pior? Existiremos ou não? Ser ou não ser, tal a alternativa. Para sempre ou para nunca mais; ou tudo ou nada; viveremos eternamente ou tudo se aniquilará de vez? É uma questão... essa que se impõe.

    Todo homem experimenta a necessidade de viver, de gozar, de amar e ser feliz. Dizei ao moribundo que ele viverá, que a sua hora de partir ainda não chegou; dize-lhe, sobretudo, que será mais feliz do que porventura o tenha sido, e o seu coração rejubilará. Mas, de que serviriam essas aspirações de felicidade se um leve sopro pudesse dissipá-las?
    Haverá algo mais desesperador do que esse pensamento da destruição total? Afeições caras, inteligência, progresso, saber laboriosamente adquiridos, tudo aniquilado, tudo perdido! De nada nos servirá, portanto, qualquer esforço no sofreamento das paixões, de fadiga para nos ilustrarmos no devotamento à causa do progresso intelectual e moral, desde que de tudo isso nada aproveitássemos, predominando o pensamento de que amanhã mesmo, talvez, de nada nos servirá tudo isso. Se assim fora a sorte do homem seria cem vezes pior que a do bruto, porque este vive inteiramente do presente na satisfação dos seus apetites materiais, sem aspiração para o futuro. Alerta-nos uma secreta intuição que não haveria nem mesmo sentido acreditar-se em Deus admitindo-se o nada para a Alma além-túmulo.

texto: o porvir e o nada, cap 1, item 1 do Livro “O Céu e o Inferno, autor Allan Kardec”

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segunda-feira, 15 de maio de 2017

REINADO DO BEM, NA TERRA





Algum dia poderá ser implantado no planeta Terra o reinado do bem entre todos os povos e nações?

Questão 1019, de O Livro dos Espíritos / Allan Kardec

Os Espíritos esclareceram:

O bem reinará na Terra quando entre os Espíritos que a habitarem, os bons predominarem em todos os seguimentos sociais, porque então farão que assim reinem o amor, a paz e a justiça social fontes do bem e da felicidade. Por meio do progresso moral e praticando as leis de Deus é que o homem atrairá para a Terra os bons Espíritos e dela afastará os maus. Estes, porém não a deixarão senão quando daí estejam banidos o orgulho e o egoísmo.
Profetizada foi a transformação da humanidade e este período se avizinha em que se dará essa nova era, momento cuja chegada apressam todos os homens que auxiliam o progresso. Essa transformação se verificará por meio da encarnação de Espíritos mais conscientes no bem, que construirão na Terra uma geração nova. Então, os Espíritos dos maus que a morte física vai ceifando dia a dia, e todos que tentam deter a marcha do progresso e das coisas serão da face da Terra excluídos, pois que viriam a estar deslocados entre os homens de bem incorruptíveis, ordeiros da paz e da justiça, cuja felicidade perturbariam. Esses Espíritos excluídos dos novos tempos terrestres serão transmigrados (nas dimensões etéreas do cosmo espiritual)  para Mundos novos, menos desenvolvidos no aspecto tecnológico e carentes de civilidade, onde assim nessa nova oportunidade desempenharão missões penosas trabalhando pelo seu próprio adiantamento e, ao mesmo tempo em que trabalharão pelo desenvolvimento de seus irmãos ainda mais atrasados nesses orbes do infinito. Neste banimento de Espíritos da face da Terra transformada, não percebeis a sublime alegoria do paraíso perdido, e na vinda do homem para a Terra em semelhantes condições de exílio de Espíritos decaídos, conforme narração bíblica, trazendo assim o gérmen das paixões e os vestígios da sua inferioridade primitiva, não se encontra nessa imagem a positiva alegoria do pecado original? Considerado deste ponto de vista do pecado original, que se prende à natureza ainda imperfeita do homem, no qual assim só é responsável por si mesmo, pelas suas próprias faltas e não pelas de seus pais.

Todos vós homens de fé e de boa vontade trabalhai, portanto, com ânimo e zelo na grande obra da regeneração planetária, que colhereis pelo cêntuplo o grão que houverdes semeado.
Aí dos que fecham os olhos à luz! Preparam para si mesmos longos séculos de trevas e decepções. Aí dos que fazem dos bens deste mundo a fonte de todas as suas alegrias! Terão que sofrer privações muito mais numerosas do que os gozos de que desfrutam! Aí, sobretudo, dos egoístas! Não acharão quem os ajude a carregar o fardo de suas misérias!

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