quarta-feira, 15 de março de 2017

PARAÍSO





Os Espíritos imperfeitos compreendem a felicidade do justo? 

Questão 975, de O Livro dos Espíritos / Allan Kardec

Os Espíritos esclareceram:

Resp: Sim, e isso lhes é um suplicio, porque compreendem que estão dela privados por sua culpa. Dai resulta que o Espírito liberto da matéria, aspira à nova vida corporal, pois que cada existência se for bem empregada, abrevia um tanto a duração desse suplício. É então que procede à escolha das provas por meio das quais possa expiar suas faltas. Porque ficai sabendo: o Espírito sofre por todo o mal que praticou; ou de que foi causa voluntária; por todo o bem que poderia ter realizado e não fez; e por todo o mal que decorra de não haver feito o bem. Para o Espírito fora dos liames da vida carnal já não há véus, ele se acha como tendo saído de um nevoeiro e vê o que o distancia da felicidade. Mas sofre então porque compreende quanto foi culpado. Não tem mais ilusões: vê as coisas na sua realidade.

No plano extrafísico o Espírito descortina de um lado todas as suas existências passadas; de outro o futuro que lhe está prometido e percebe o que lhe falta para atingi-lo. É qual viajor que chega ao cume de uma montanha: vê o caminho que percorreu e o que lhe resta percorrer, com a finalidade de chegar ao objetivo de sua jornada.

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terça-feira, 14 de março de 2017

FOGO ETERNO





Donde procede a doutrina do fogo eterno que muitos professam  para as almas condenadas no além?

Questão 974, de O Livro dos Espíritos / Allan Kardec

Os Espíritos esclareceram:

Resp: Imagens semelhantes a tantas outras tomadas ao pé da letra como realidade.

A) – Mas, o temor desse fogo não produzirá bom resultado?

Resp: Vede se serve de freio, mesmo entre os que o ensinam. Se ensinardes coisas que mais tarde a razão venha repelir, causareis uma impressão que não será duradoura, nem salutar.

Impotente para sua linguagem definir a natureza daqueles sofrimentos o homem não encontrou comparação mais enérgica do que a do fogo, pois, para ele, o fogo é o tipo mais cruel de suplício, e o símbolo da ação mais violenta. Por isso é que a crença no fogo eterno data da mais remota antiguidade, tendo-a os povos modernos herdado dos mais antigos. Por isso também é que o homem diz, em sua linguagem figurada o fogo das paixões, o fogo do amor, a chama de fogo do ciúme, o fogo do ódio.

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NA VIDA ALÉM, PENAS E RECOMPENSAS





Como os maus Espíritos procedem para tentar outros Espíritos, não podendo jogar com as paixões?

Questão 972, de O Livro dos Espíritos / Allan Kardec

Os Espíritos esclareceram:

Resp: As paixões não existem materialmente, mas existem no pensamento dos Espíritos atrasados. Os maus dão elos a esses pensamentos, conduzindo suas vítimas aos lugares onde se lhe ofereça o espetáculo daquelas paixões e de tudo o que os possa excitar.

A) - De que servem essas paixões se já não têm objeto real?

Resp: Nisso precisamente é que lhes está o suplício: o avarento vê ouro que não é dado possuir; o devasso orgias em que não pode tomar parte; o orgulhoso honras que lhe causam inveja e de que não pode gozar.

Questão 973 – Quais os sofrimentos maiores a que os Espíritos maus se veem sujeitos?

Resp: Não há descrição possível das torturas morais que constituem a punição de certos crimes. Mesmo aquele que as sofre teria dificuldade em descrevê-las, e nem fazer delas uma ideia concreta. Indubitavelmente, porém, a mais horrível consiste em pensarem que estão condenados sem remissão. Na verdade, todos os quadros de sofrimentos  são transitórios, com o desabrochar do arrependimento, nasce a reabilitação, e no trabalhar da reabilitação, eleva-se a regeneração. 

Das penas e gozos da alma após a morte forma o homem ideia mais ou menos elevada, conforme o estado de sua inteligência. Quanto mais ele se desenvolver tanto mais essa ideia se apura e escoima da matéria, compreende as coisas de um ponto de vista mais racional, deixando de tomar ao pé da letra as imagens de uma linguagem figurada. Ensina-nos a razão que a alma é um ser todo espiritual... não se segue dai que esteja isenta de sofrimentos, e nem que evite o castigo de suas faltas, (vide questão 237 de "O Livro dos Espíritos"). Mas, em tese geral, pode-se afirmar: “cada um é punido por aquilo em que pecou”. Assim é que, uns são punidos pela visão incessante do mal que fizeram; outros pelo pesar; pelo temor; pela vergonha; pela dúvida; pelo insulamento; pelas trevas; pelas separação dos entes que lhes são caros.

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sábado, 11 de março de 2017

UMBRAL





Em que consistem os sofrimentos dos Espíritos impuros?

Questão 970, de O Livro dos Espíritos / Allan Kardec

Os Espíritos esclareceram:

Resp: São tão variados como as causas que os determinam e proporcionados ao grau de inferioridade moral, como os gozos o são ao de superioridade. Podem resumir-se assim: pesar, ciúme, raiva, desespero, angústias aflitivas que os impede de ser felizes; remorsos, ansiedade moral indefinível.

Questão 971- É sempre boa a influência que os Espíritos exercem uns sobre os outros?

Resp: Sempre boa está claro, da parte dos bons Espíritos. Os Espíritos perversos esses procuram desviar da senda do bem e do arrependimento os que lhes parecem suscetíveis de se deixarem levar.

A - Assim, a morte não nos livra da tentação? Resp: Não; mas a ação dos maus Espíritos é sempre menor sobre os outros Espíritos do que sobre os homens, porque nos homens eles têm a atração das paixões carnais.

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A FELICIDADE SUPREMA





Que se deve entender quando se diz que os Espíritos puros (anjos) se acham reunidos no seio de Deus e ocupados em lhe entoar louvores?

Questão 969, de O Livro dos Espíritos / Allan Kardec

Os Espíritos esclareceram:

Resp: É uma alegoria indicativa da inteligência que eles têm das perfeições que aproximam de Deus, porque o veem e o compreendem, mas que como muitas outras, não se deve tomar ao pé da letra. Tudo em a Natureza, desde o átomo, entoa isto é, proclama o poder, a sabedoria, e a bondade de Deus. Não creias, todavia, que os Espíritos bem-aventurados estejam em contemplação por toda a eternidade. Seria uma bem-aventurança estúpida e monótona, que se equivaleria à felicidade do egoísta, porquanto a existência deles seria uma inutilidade sem termo. É verdade que estão isento das tribulações da existência corpórea (material), isso já é um gozo. Depois, como dissemos, conhecem e sabem todas as coisas; dão útil emprego à inteligência que adquiriram por meio das reencarnações no curso do tempo; auxiliam os progressos dos outros seres espirituais que ainda estão na escalada da evolução para a perfeição; Essa a sua ocupação gratíssima que ao mesmo tempo é um gozo.

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terça-feira, 7 de março de 2017

NATUREZA DAS PENAS E GOZOS FUTUROS





Em que consiste a felicidade dos bons Espíritos?

Questão 967, de O Livro dos Espíritos / Allan Kardec

Os Espíritos esclareceram:

Resp: Em conhecerem todas as coisas; em não sentirem ódio, rancor, malquerença; nem ciúme; nem inveja; nem ambição; nem medo, nem qualquer das paixões que geram as desgraças dos homens. O amor que os une lhes é fonte de suprema felicidade íntima. Não experimentam as necessidades, nem os sofrimentos, nem as angústias da vida material. São felizes pelo bem que fazem. Contudo, a felicidade dos Espíritos é proporcional à elevação de cada um. Somente os puros Espíritos gozam, é certo, da felicidade suprema, mas nem todos os demais Espíritos que ainda não alcançaram a perfeição completa são infelizes. Entre os maus Espíritos e os Espíritos puros há uma infinidade de graus em que os gozos são relativos ao estado moral. Os que já estão bastante adiantados compreendem a ventura dos que os precederam e aspiram a alcançá-la. Mas, esta aspiração lhes constitui uma causa de conquista, não de ciúme. Sabem que deles dependem o consegui-la e para conseguirem trabalham, porém com a calma da consciência pacífica e, ditosos se consideram por não terem que sofrer o que sofrem os maus.

Questão 968 – Citais entre as condições da felicidade dos bons Espíritos a ausência das necessidades materiais. Mas, a satisfação dessas necessidades não representa para o homem uma fonte de gozos?

Resp: Sim, gozo do animal. Quando não podes satisfazer a essas necessidades, passas por uma tortura.

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segunda-feira, 6 de março de 2017

INTERVENÇÃO DIVINA NAS PENAS E RECOMPENSAS





Deus se ocupa pessoalmente com cada homem? Não é Deus muito grande e nós muito pequeninos para que, cada indivíduo em particular, tenha a seus olhos alguma importância?

Questão 963, de O Livro dos Espíritos / Allan Kardec

Os Espíritos esclareceram:

Resp: Deus se ocupa com todos os seres que criou, por mais pequeninos que sejam. Nada para a sua bondade é destituído de valor.

Questão 964 – Mas, será necessário que Deus atente em cada um dos nossos atos, para nos recompensar ou punir? Esses atos não são na sua maioria, insignificantes para Deus?

Resp: Deus tem suas leis a regerem todas as ações dos seres criados. Se há violação de algumas dessas leis, da própria criatura inteligente é a culpa. Deus não profere contra esse essa criatura um julgamento, dizendo-lhe, por exemplo: "foste guloso, vou punir a tua gula". O Criador traçou um limite à natureza física: as enfermidades e muitas vezes a morte são a consequência dos excessos. Eis a punição; é o resultado da infração da lei e da ordem espiritual. Assim em todas as coisas.

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