domingo, 14 de maio de 2017

O REINO DO CRISTO





Em que sentido se deve entender estas palavras do Cristo: meu reino não é deste MundoJoão 18. 36


Questão 1018, de O Livro dos Espíritos / Allan Kardec

Os Espíritos esclareceram:

Respondendo assim Cristo falou em sentido figurado. Queria dizer que o seu reinado se exerce unicamente sobre os corações virtuosos e conscienciosos no bem. O seu reino (que significa estado de espirito) está presente onde quer que haja a interação do amor e da eficácia do bem. Ávidos das coisas e vantagens deste mundo, e apegados aos bens materiais o homem com o Cristo, certamente, não está.
“Abrirei em parábolas a minha boca e publicarei os mistérios ocultos” (Mateus 13. 35)

Jesus usou os termos que erram conhecidos na sua época e revelou os segredos da vida espiritual, do plano invisível aos olhos carnais, mas que é verdadeiro porque é onde a vida tem a sua sustentação física.

Os homens que viveram no tempo de Jesus conheciam até então um reinado: o reino de Cesar – "O Império Romano" no qual imperava com abundancia as seguintes atitudes: autoritarismo, impiedade, arrogância, crueldade, ganancia das coisas da Terra, vinganças, deslealdade, injustiças sociais, corrupções morais, maldades e paixões dos sentidos.

Na boa nova do Cristo, palavra que difunde a base do seu reinado eterno, Jesus propagou no Sermão da Montanha as bem-aventuranças como norma direta de conduta a fim da criatura se interagir nessas conquistas incorruptíveis para o seu crescimento espiritual com Deus, no qual ele o Cristo, definiu: “O Nosso Pai Celestial”. Por isso que Jesus falou que “o seu reino não é deste mundo”, porque o reino de luz e amor do Cristo é totalmente diferente do reinado dos homens que são cheios de corrupções, injustiças e maldades.   
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sexta-feira, 12 de maio de 2017

CÉU, estado consciencial de perfeição





Alguns Espíritos disseram estar habitando o terceiro céu, outros o quarto céus etc. O que queriam dizer com isso?

Questão 1017, de O Livro dos Espíritos / Allan Kardec

Os Espíritos esclareceram:

Resp: Perguntando-lhes em que céu habitam, é que formais ideia de muitos céus sobrepostos como os andares de um edifício. Eles então respondem de acordo com o sentido da vossa linguagem. Mas, estas palavras: terceiro, quarto, e assim por diante céus – exprimem diferentes graus de purificação e, por conseguinte de felicidade. É exatamente como quando se pergunta a um Espírito se está no inferno? Se for desgraçado dirá: sim; porque para ele o inferno é sinônimo de sofrimento. Sabe, porém, muito bem que não é um “lago de fogo”. Um pagão diria estar no Tártaro.

O mesmo ocorre com outras expressões análogas tais como: cidade das flores, cidade dos eleitos, primeira, segunda ou terceira esfera espiritual, etc., que apenas são figuras de linguagens usadas por alguns Espíritos para dar entendimento a um discurso.

De acordo com a ideia restrita que se fazia outrora dos lugares das penas e das recompensas além-túmulo e, sobretudo, de acordo com a opinião de que a Terra era o centro do Universo, e de que o firmamento formava uma abóbada de estrelas fixas. O céu era situado no alto, e o inferno nas profundezas de baixo. Daí as expressões: subir ao céu, estar no mais alto dos céus, ser precipitado nos infernos. Hoje, que a Ciência demonstrou ser a Terra apenas um entre milhares e milhares de astros orbitando no infinito; que traçou a história de sua formação geológica; e lhe descreveu a sua constituição físico-química; que provou ser infinito o espaço sideral. Assim, teve-se que renunciar a situar o céu acima das nuvens e o inferno nos lugares mais baixos. Estava, portanto, reservado ao Espiritismo dar de tudo isso a explicação mais racional, mais grandiosa, e ao mesmo tempo mais consoladora para a humanidade. Pode-se assim dizer que trazemos em nós mesmos as causas inferiores que geram sofrimentos, e que acendem o inferno em nós mesmos. E o nosso céu seria o nosso lado do bem, do bom e do belo buscando sempre a perfeição que nos elevam para o infinito. O purgatório encontra-se na encarnação, nas existências corporais ou físicas. Por isso Jesus realçou: “o reino de Deus não vem com aparências exteriores, e sim está dentro de vós mesmos” – Lucas 17. 20,21.

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sexta-feira, 5 de maio de 2017

CÉU





Em que sentido se deve entender a palavra céu?

Questão 1016, de O Livro dos Espíritos / Allan Kardec

Os Espíritos esclareceram:

Resp: Julgas que seja um lugar paradisíaco, como os Campos Elísios da mitologia grega, onde os bons, santos e virtuosos estão aglomerados sem atividade útil e sem preocupação com a finalidade de gozar pela eternidade toda de uma felicidade passiva? Não; não é isso... E sim, o espaço universal; são os planetas, as estrelas e todos os Mundos superiores, onde os Espíritos gozam plenamente de suas faculdades intelectuais sem as tribulações comuns da existência material, e nem as angústias morais peculiares da vida terrestre.

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quinta-feira, 4 de maio de 2017

FORÇA DE EXPRESSÃO





Como se explica que Espíritos cuja superioridade se revela na linguagem de que usam, tenha respondido a pessoas muito sérias a respeito do inferno e do purgatório, de conformidade com as ideias correntes na crença religiosa?

Questão 1014, de O Livro dos Espíritos / Allan Kardec

Os Espíritos esclareceram:

Resp: É que falam uma linguagem que possa ser compreendida pelas pessoas que os interrogam. Quando estas se mostram imbuídas de certas ideias, eles evitam chocá-las muito bruscamente, a fim de lhes não ferir as convicções.

A) - Concebe-se que assim procedam os Espíritos que nos querem instruir com lucidez. Como, porém, se explica que interrogados acerca da situação em que se achavam no Além, alguns Espíritos tenham respondido que sofriam as torturas do inferno, ou do purgatório?

Resp: Quando são inferiores e ainda não completamente desmaterializados os Espíritos conservam uma parte de suas ideias terrenas e, para dar suas impressões se servem dos termos que lhes são familiares. Acham-se num meio que só imperfeitamente lhes permitem sondar o futuro. Essa a causa de alguns Espíritos errantes ou recém-desencarnados falarem como o fariam como se estivessem ainda encarnados. Inferno se pode traduzir por uma situação extrema de sofrimentos expiatórios no Além; purgatório por uma situação também de sofrimentos com menos intensidade; mas, com a consciência de se alcançar logo um melhor futuro. Quando se experimenta uma grande dor não se costuma dizer: que se sofre como um danado? Tudo isso são apenas palavras e sempre ditas em sentido figurado.

Questão 1015 - E que se deve entender por - uma alma a penar?  Resp: Uma alma errante e sofredora, incerta de seu futuro e à qual podeis proporcionar alívio por meio das orações a Deus - vide questão 664, de O Livro dos Espíritos / Allan Kardec

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PURGATÓRIO





Que se deve entender por purgatório?

Questão 1013, de O Livro dos Espíritos / Allan Kardec

Os Espíritos esclareceram:

Resp: Dores físicas e morais; o tempo da expiação. Quase sempre, na Terra, é que fazeis o vosso purgatório e que Deus vos obriga a expiar as vossas faltas (pecados).

O que a crença denomina purgatório é igualmente uma alegoria, devendo-se entender como tal, não um lugar determinado, porém o estado (situação) dos Espíritos imperfeitos, que se encontram em expiação até alcançarem a purificação completa, que os elevará à categoria dos Espíritos bem-aventurados. Operando-se essa purificação por meio das diversas encarnações, uma das etapas purgatórias consiste nas provações da vida corporal.


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REGIÕES CIRCUNSCRITAS





Haverá no Universo lugares circunscritos para as penas e gozos dos Espíritos, segundo seus merecimentos?

Questão 1012, de O Livro dos Espíritos / Allan Kardec

Os Espíritos esclareceram:

Resp: As penas e gozos são inerentes ao grau de perfeição dos Espíritos. Cada um emana de si mesmo o principio de sua felicidade ou de sua infelicidade. E como os Espíritos estão em toda parte, nenhum lugar circunscrito ou fechado existe especialmente destinado a uma ou outra coisa. Quanto aos encarnados esses são mais ou menos felizes ou desditosos conforme é mais ou menos adiantado o Mundo em que habitam.

A) - Segundo este raciocino: o inferno não existe como muitas crenças imaginam – com caldeirões, fornalhas e lagos de fogo eterno?  E o paraíso com suas beatitudes de descanso sem fim?

Resp: - São simples alegorias... por toda parte há Espíritos felizes e infelizes. Entretanto, conforme também já dissemos os Espíritos de uma mesma ordem se reúnem por simpatia; mas podem reunir-se onde queiram quando são perfeitos.

A localização absoluta das regiões das penas e das recompensas só na imaginação do homem existe. Provém da sua tendência a materializar e circunscrever as coisas, cuja essência infinita não lhe é possível compreender.

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segunda-feira, 1 de maio de 2017

RESSURREIÇÃO DA CARNE




O dogma da ressurreição da carne será a consagração da reencarnação ensinada pelos Espíritos?

Questão 1010, de O Livro dos Espíritos / Allan Kardec

Os Espíritos esclareceram:

Resp: Como quereríeis que fosse de outro modo? Conforme sucede com tantas outras palavras, este o da ressurreição da carne, só parece despropositado no entender de algumas pessoas, porque as tomam ao pé da letra. Desviam-lhe o sentido, por isso a incredulidade. Dai-lhes uma interpretação lógica e os que chamais livres pensadores as admitirão sem dificuldades, precisamente pela razão de que refletem; porque não vos enganeis, esses livres pensadores o que mais pedem e desejam é crer. Tem como os outros, ou talvez, mais que os outros, a sede do futuro, mas não podem admitir o que a Ciência contradiz. A doutrina das variedades das vivências por meio das reencarnações é consentânea com a justiça de Deus; só ela explica o que sem ela é inexplicável. Como havíeis de pretender que o seu princípio não estivesse na própria religião?

questão 1011 - Assim pelo dogma da ressurreição da carne, a própria Igreja ensina a doutrina da reencarnação?

Resp: É evidente que sim. Demais essa doutrina decorre de muitas coisas que tem passado despercebidas, e que dentro em pouco se compreenderão neste sentido. Reconhecer-se-á, em breve, que o Espiritismo ressalta a cada passo do texto mesmo das Escrituras sagradas da Bíblia. Os Espíritos, portanto, não vem subverter a religião, como alguns a pretendem. Vem, ao contrário, confirmá-la e sancioná-la por provas irrecusáveis. Como, porém, são chegados os tempos de não mais empregarem a linguagem figurada, eles se expressam sem alegorias e dão às coisas sentido claro e preciso, a fim de que não possa estar sujeito a qualquer interpretação falsa. Eis porque daqui a algum tempo, muito maior serão, do que hoje, o número de pessoas sinceramente religiosas e crentes.
Comentarios: O corpo humano é formado de elementos diversos: oxigênio, hidrogênio, azoto, carbono etc. Com o falecimento do corpo físico essas moléculas entram em decomposição e se dispersam no seio da terra, onde vão se reajuntar a outros elementos que formarão novos subsídios químicos. Existindo em quantidade indefinida a matéria, onde resulta em combinações indefinidas, como poderia cada um daqueles corpos reconstituir-se com os mesmos elementos que foram decompostos no tempo? Assim a impossibilidade material, racionalmente, não se pode admitir a ressurreição da carne, senão como uma figura de linguagem do fenômeno da reencarnação.

É exato que segundo o dogma da ressurreição da carne, no seu entendimento teológico, somente se daria no fim dos tempos; ao passo que, segundo a Doutrina dos Espíritos a reencarnação, que é compreendida como a alma ressurgir naturalmente por meio de um novo nascimento no seio da existência carnal ocorre em todos os tempos terrestres. Mas, nesse quadro do julgamento final não haverá uma grande e bela imagem a ocultar, sob o véu da alegoria, uma dessas verdades imutáveis, em presença das quais deixa de haver cépticos, desde que lhes seja restituída a verdadeira significação? Dignem-se a meditar o princípio espirita sobre o futuro das almas e sobre a sorte que lhes cabe, por efeito das diferentes provações que lhes cumpre sofrer e verão que exceção feita da simultaneidade, o juízo que as condena ou absorve não é uma ficção. Notemos mais que o principio da reencarnação é a consequência natural da pluralidade dos mundos habitados por seres inteligentes, racionalmente admitida pela infinidade de corpos astrais que orbitam nos espaços celestes, enquanto que, o dogma incondicional da ressurreição da carne num juízo final, fixa o planeta Terra como um único mundo, no Universo, no qual habitaria seres inteligentes.


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