domingo, 10 de abril de 2016

TODOS PODEM FAZER O BEM






Para agradar a Deus e assegurar a sua posição na vida futura bastará que o homem não pratique o mal?

Questão 642 - de “O Livro dos Espíritos, Allan Kardec”

Os Espíritos esclareceram:

Resp: Não; porque cumpre-lhe fazer o bem no limite de suas forças, porquanto responderá por todo mal que haja ocorrido de não haver praticado o bem.

Questão 642 – Haverá quem, pela sua posição, não tenha possibilidade de fazer o bem?

Resp: Não há quem não possa fazer o bem. Somente o egoísta nunca encontra ensejo de praticá-lo. Basta que se esteja em relação com outros homens para que se tenha ocasião de fazer o bem, e não existe dia algum da existência que não ofereça a quem não se ache cego pelo egoísmo - uma oportunidade de praticar o bem.  Porque fazer o bem não consiste para o homem apenas em ser caridoso, mas em ser útil na medida do possível, todas as vezes que o seu concurso venha a ser necessário.
“A pessoa do bem”
resumo

cap XVII, ítem 3 Evangelho Segundo o Espiritismo / Allan Kardec

O autêntico homem de bem cumpre a lei de justiça, amor e de caridade na sua elevada naturalidade.

Tem fé em Deus, na sua bondade, na sua justiça e na sua sabedoria.

Tem fé no futuro e na vida porvir, razão porque coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.

Tem consciência que todas as vicissitudes, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceitas sem queixas e revoltas.

Faz o bem pelo bem e retribui o mal com o bem.

Procura trabalhar no sentido do otimismo, da auto-estima, da paz, e na generalidade das coisas saudáveis.

O homem de bem é bom, humano, e fraterno com todos.

Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejos de vingança e esforça-se sempre em vencer as inclinações negativas, procurando sempre cada dia se aperfeiçoar no melhor.  

O homem de bem se esforça em vencer o mal fazendo o bem.
Voz Q Clama
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sábado, 9 de abril de 2016

O MAL É SEMPRE O MAL






Às vezes parece que o mal é uma consequência da força das coisas. Tal por exemplo: a necessidade em que o homem se vê, nalguns casos, de destruir até mesmo o seu semelhante. Poder-se-á dizer que há, então, infração da Lei de Deis?

Questão 638 - de “O Livro dos Espíritos, Allan Kardec”

Os Espíritos esclareceram:

Resp: Embora necessário o mal não deixa de ser o mal. Essa necessidade desaparece entretanto, à medida que a alma se depura, passando de uma a outra existência. Então, mais culpado é o homem quando o pratica porque melhor compreende o que faz.

Questão 639 – Não sucede frequentemente resultar o mal, que o homem pratica, da posição em que os outros homens o colocam? Quais, nesse caso, os culpados?

Resp: O mal recai sobre quem lhe foi o causador. Nessas condições, aquele que é levado a praticar o mal pela posição em que seus semelhantes o colocam, tem menos culpa do que os que assim procedendo ocasionaram-no.  Porque cada um será punido não somente pelo que haja feito, mas também pelo mal a que tenha influenciado.

Questão 640 – Aquele que não pratica o mal, mas que se aproveita do mal praticado por outrem, é tão culpado quanto este?

Resp: É como se houvera praticado. Aproveitar do mal é participar dele. Talvez não fosse capaz de praticá-lo; mas, desde que o achando feito e dele tira partido, é que o aprova, é como se o tivesse praticado.

Questão 641 – Será tão repreensível, quanto fazer o mal, o deseja-lo?

Resp: Conforme. Há virtude em resistir-se voluntariamente  ao mal que se deseja praticar, sobretudo quando há possibilidade de satisfazer-se a esse desejo. Se apenas não o pratica por falta de ocasião, é culpado quem o deseja.


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sexta-feira, 8 de abril de 2016

RESPONSABILIDADE DA LEI NATURAL





São absolutos, para todos os homens, o bem e o mal?

Questão 636 - de “O Livro dos Espíritos, Allan Kardec”

Os Espíritos esclareceram:

Resp: A lei de Deus é a mesma para todos; porém, o mal depende principalmente da vontade que se tenha de praticá-lo. O bem é sempre o bem e o mal sempre o mal, qualquer que seja a posição do homem. Diferença só há quanto ao grau da responsabilidade.

Questão 637 – Será culpado o selvagem que, cedendo ao seu instinto, se nutre de carne humana?

Resp: Eu disse que o mal depende da vontade. Pois bem! Tanto mais culpado é o homem, quanto melhor sabe o que faz.

Comentários: As circunstancias dão relativa gravidade ao bem e ao mal. Muitas vezes comete o homem faltas que nem por ser consequência da posição em que a sociedade o colocou se tornam menos repreensíveis. Mas, a sua responsabilidade é proporcionada aos meios de que ele dispõe para compreender o bem o mal. Assim, mais culpado é, aos olhos de Deus, o homem instruído que pratica uma simples injustiça, do que o selvagem ignorante que se entrega aos seus instintos.

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UNIDADE DA LEI NATURAL






A regra do bem e do mal que se poderia chamar de reciprocidade, ou de solidariedade, é inaplicável ao proceder pessoal  do homem para consigo mesmo. Achará ele, na lei natural, a regra desse proceder e um guia seguro?

Questão 633 - de “O Livro dos Espíritos, Allan Kardec”

Os Espíritos esclareceram:

Resp: Quando comeis em excesso, verificais que isso vos faz mal. Pois bem, é Deus quem vos dá a medida daquilo de que necessitais. Quando excedeis dessa medida, sois punidos. E, tudo é assim. A lei natural traça para o homem o limite das suas necessidades. Se ele ultrapassa esse limite, é punido pelo sofrimento. Se atendesse sempre à voz que lhe diz – basta, evitaria a maior parte dos males, cuja culpa lança à Natureza.

Questão 634 – Por que está o mal na natureza das coisas? Falo do mal moral. Não podia Deus ter criado a Humanidade em melhores condições?

Resp: Já explicamos na questão nr 115: Os Espíritos foram criados simples e ignorantes. Deus deixa que o homem escolha o caminho. Tanto pior para ele, se toma o caminho mau, porque mais longa será sua peregrinação. Se não existissem montanhas, não compreenderia o homem que se pode subir e descer; se não existissem rochas, não compreenderia que há corpos duros. É preciso que o Espírito ganhe experiência; é preciso, portanto, que conheça o bem e o mal. Eis por que se une ao corpo material, afim de que seja submetido às provações intelectuais e morais, vide questão nr 119.

Questão 635 – Das diferentes posições sociais nascem necessidades que não são idênticas para todos os homens. Não parece poder inferir-se assim que a lei natural não constitui regra uniforme?

Resp: Essas diferentes posições são da natureza das coisas e conforme à lei do progresso. Isso não anula a unidade da lei natural que se aplica a tudo.

Comentários: As condições de existência do homem mudam de acordo com os tempos e os lugares, do que lhe resultam necessidades diferentes e posições sociais apropriadas a essas necessidades. Pois que está na ordem das coisas, tal diversidade é conforme à Lei de Deus, Lei que não deixa de ser una quanto ao seu principio. À razão cabe distinguir as necessidades reais das factícias ou convencionais.

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segunda-feira, 4 de abril de 2016

O BEM E O MAL






Que definição se pode dar da moral?

Questão 629 - de “O Livro dos Espíritos, Allan Kardec”

Os Espíritos esclareceram:

Resp: A moral é a regra de bem proceder, isto é, de distinguir o bem do mal. Funda-se na observância da Lei de Deus. O homem procede bem quando tudo faz pelo bem de todos, porque então cumpre a Lei de Deus.

Questão 630 – Como se pode distinguir o bem do mal?

Resp: O bem é tudo o que é conforme a Lei de Deus; o mal é tudo que lhe é contrário. Assim, fazer o bem é proceder de acordo com a lei de Deus. Fazer o mal é infringi-la.

Questão 631 – Tem capacidade o homem de distinguir por si mesmo o que é bem do que é mal?

Resp: Sim, quando crer em Deus e o que quer saber. Deus lhe deu a inteligência para discernir um do outro.

Questão 632 – Estando sujeito ao erro, não pode o homem enganar-se na apreciação do bem e do mal e crer que pratica o bem quando em realidade pratica o mal?

Resp: Jesus advertiu: E, como vós quereis que as pessoas procedam para convosco, da mesma maneira procedei vós também com os outros – Lucas 6. 31. Tudo se resume nessa interação, e assim não vos enganareis, e procedereis corretamente.

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domingo, 3 de abril de 2016

PESQUISANDO MISTÉRIOS






Por que a verdade não foi sempre posta ao alcance de toda gente?

Questão 628 - de “O Livro dos Espíritos, Allan Kardec”

Os Espíritos esclareceram:

Resp: Jamais permitiu Deus que o homem recebesse comunicações tão completas e instrutivas como as que hoje lhe são dadas. Havia como sabeis na antiguidade alguns indivíduos possuidores do que eles próprios consideravam uma ciência sagrada e da qual faziam mistério para os que, aos seus olhos eram tidos por profanos. Pelo que conheceis das leis que regem estes fenômenos, deveis compreender que esses indivíduos apenas recebiam algumas verdades esparsas dentro de um conjunto equivoco e, na maioria dos casos emblemáticos. Entretanto, para o estudioso não há nenhum sistema antigo de filosofia, nenhuma tradição, nenhuma religião que seja desprezível, pois em tudo há germes de grandes verdades que, se bem apareçam contraditórias entre si, dispersas que se acham em meio de acessórios sem fundamento, facilmente condenáveis se vos apresentam graças à explicação que a Doutrina dos Espíritos dá de uma imensidade de coisas que até agora se vos afiguram sem razão alguma e cuja realidade está hoje irrecusavelmente demonstrada. Não desprezeis, portanto, os objetos de estudo que esses materiais oferecem. Ricos eles são de objetivos e podem contribuir grandemente para vossa instrução.

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PROVAI SE OS ESPÍRITOS SÃO DE DEUS - I João 4. 1






Perguntamos: Só por Jesus foram reveladas as Leis divinas e naturais? Antes do seu aparecimento, o conhecimento dessas leis só por intuição os homens a perceberam?

Questão 626 - de “O Livro dos Espíritos, Allan Kardec”

Os Espíritos esclareceram:

Resp: não dissemos que elas estão escritas por toda parte na Natureza? Desde os séculos mais longínquos, todos os que meditaram sobre a Sabedoria Divina hão podido compreendê-las e ensiná-las. Pelos ensinos mesmo incompletos que espalharam preparam o terreno para receber a semente de luz anunciada pelo Senhor. Estando as Leis divinas escritas no livro da Natureza, possível foi ao homem conhecê-las, logo que as quis procurar. Por isso é que os preceitos que consagram foram desde todos os tempos proclamados pelos homens de bem; e que também por isso, é que elementos delas se encontram, se bem que incompletos ou adulterados pela ignorância, na doutrina moral de todos os povos saídos da barbárie.

Questão 627 – Uma vez que Jesus ensinou as verdadeiras Leis de Deus, qual a utilidade do ensino que os Espíritos anunciam? Terão que nos ensinar mais alguma coisa?

Resp: Jesus empregava frequentemente na sua linguagem, alegorias e parábolas, porque falava de conformidade com os tempos e os lugares. Faz-se útil agora que a verdade se torne inteligível para todo mundo. Muito necessário é que aqueles princípios sejam explicados e desenvolvidos, tão pouco são os que compreendem e ainda menos os que praticam o código da moral celeste de Jesus. A missão dos Espíritos consiste em abrir os olhos e ouvidos de todos, confundindo os orgulhosos e desmascarando os hipócritas: os que vestem a capa da virtude e da religião, a fim de ocultarem suas torpezas. Os ensinos dos Espíritos têm que ser claros e sem equívocos, para que ninguém possa pretextar ignorância, e para que todos possam julgar e apreciar com a razão esclarecida. Os Espíritos estão incumbidos de desenvolver, na Terra, o reino do bem que Jesus anunciou. Daí a necessidade de que a ninguém seja possível interpretar a Lei de Deus ao sabor das paixões humanas, nem falsear o sentido de uma Lei toda de amor, justiça, equidade e caridade.
comentários:
"Provai se os Espíritos são de Deus - 1 João 4. 1"

Todas as criaturas, em todos os reinos da Criação cósmica são obras das mãos de Deus. Mas, o que o Evangelho nos adverte é que devemos provar a luz e a mensagem educativa dos Espíritos para discernir aqueles que são de Deus, ou seja, ouvir para vivenciar os ensinamentos dos Espíritos que estão realmente a serviço da obra de Deus, no plano universal. Pois, a busca de Deus integra o ser à Vida Superior nas dimensões celestiais, à Luz imorredoura do ser que nunca se extingue, ao Amor sublime universal, à paz que excede todo entendimento humano, à Felicidade completa em todos os sentidos do ser criado à imagem e perfeição de seu Criador.  

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